Neste bizarro picadeiro que virou a sociedade brasileira, a cada pouco tempo, surgem segmentos que ganham alguma visibilidade pela capacidade de produção de fatos absolutamente inconcebíveis em sociedades minimamente saudáveis. O show da Lady Gaga e avalanche de mulheres exibindo seus bebês reborns (bonecas hiper-realistas, que imitam seres humanos, fabricadas com camadas de tintas especiais, aplicadas para recriar texturas e o tom de pela humanos, reproduzindo, inclusive, veias, manchas, rugas) demonstram que aquilo que seria a parte cômica — o circo—virou o trágico, o dramalhão, o enredo típico de ópera dramática.

Mas em que ponto esses dois acontecimentos se encontram?

Enquanto arremedos de mulheres-mães fingem cuidar de filhos imaginários, levando-os a aniversários, parques e, pasmem, a hospitais, milhares de homens, a maioria jovens, seguem ícones pops, imitam seus trejeitos, renegam o trabalho e uma preparação para o futuro. Elas, vivendo a fantasia da maternidade sem sacrifício; eles, iludindo-se que podem viver como querem, sem consequências. Ambos utilizando-se de fraldas: as pediátricas, para recolher dejetos cheirosos, incompatíveis com a natureza humana; as geriátricas, incapazes de conter o odor fétido exalado por seres tão sem propósito.
Tempos de absurdos. A maternidade, sempre algo sublime, virou um espetáculo grotesco de festas, compras, filmagens para bonecos sem alma, que não exigirão sacrifícios, noites insones, mudanças de paradigmas. E a masculinidade foi transformada em lixo tóxico. As qualidades viris, indispensáveis para o avanço da civilização, agora são vistas como fardos. O feminismo não só afastou os homens das mulheres: os atrofiou, os emasculou e está legando à civilização uma geração de menines que não saberão qual o seu lugar no mundo. Não terão os privilégios das mulheres nem a energia dos homens.
O mesmo feminismo que ensinou às mulheres que a maternidade é opressiva e castradora, que constituir uma família é construir uma prisão para si mesma, criminalizou toda a manifestação de masculinidade: a paquera, o olhar, o poder de decisão, o instinto protetor. Para ambos, que abriram mão de seus papéis, tudo virou uma encenação, um palco. E quando as luzes se apagarem e as cortinas se fecharem, o que restará?
Estamos diante de um colapso emocional, espiritual, testemunhando o fim de uma civilização. E isso deve ser chamado pelo nome correto: loucura. E, agora, sob o manto da institucionalidade, particularmente no Rio de Janeiro onde a Câmara Municipal aprovou o Dia da Criança Reborn. A normalização da insanidade. Mais um pouco, esses bonecos ganharão direitos, enquanto os humanos são negligenciados, descartados por políticas de “direito reprodutivo”.
Esses são apenas dois exemplos que escancaram o colapso psíquico de uma geração que não quer viver uma vida real, responsável e consequente.
Como poucos homens sobreviverão à judicialização do masculino e se retrairão por absoluta falta de testosterona, restará às mulheres fingirem ser mamães, brincarem de casinha, num simulacro que escancara não só um útero oco, mas uma alma estéril. Eis a concretização do projeto Globalista mais ousado: a redução populacional. Nem o mais ferrenho adepto da visão malthusiana poderia imaginar que seria tão fácil.
O prenúncio da queda de uma civilização acontece sempre que há o afastamento do divino, do sagrado, dos princípios e valores e a aproximação com o lixo, com a degradação, com a desordem. A questão é saber se estamos à beira do precipício ou se já caímos nele. De qualquer forma, um espetáculo deprimente.