No último mês foi difícil escrever. Não porque faltam assuntos, pois, como diz o ministro, há temas “sobrados”. Infelizmente, nenhuma abordagem sobre eles é fácil. Os fatos, no Brasil, se multiplicam de tal maneira que o que acontece pela manhã logo envelhece, soterrado pelos acontecimentos da tarde.
Poderia ter escrito sobre a falácia da SOBERANIA, logo derrubada com as informações de MIKE BENZ que provou como a USAID financiou ONGs e assessorou o STE para influenciar nas eleições de 2022. Poderia falar sobre o vídeo viral do FELCA, que trouxe à baila um tema há muito já denunciado, mas que nunca recebeu atenção de autoridades, artistas, influencers. Veja imagem abaixo. Mas, eis que, de repente, se torna o mote para arrochar ainda mais a censura nas redes sociais.
Poderia falar da visita do filho de George Soros ao Brasil, seu encontro com Haddad e Marina Silva e de como o país está sendo usado pelos GLOBALISTAS como laboratório de ideologia comunista. Para isso, só em 2023, a OPEN SOCIETY FUNDATION distribuiu 31,3 milhões de dólares para organizações brasileiras. FILANTROPIA OU INVESTIMENTO? Poderia falar sobre o assassinato de Miguel Uribe, na Colômbia (modus operandi do FORO DE SÃO PAULO?). Poderia ter falado sobre o escandaloso roubo do INSS e para onde foi levado o dinheiro de idosos, doentes, vulneráveis. Poderia falar sobre os dados que mostram que 26% da população brasileira vive sob regras de facções, deixando claro, para os ainda cegos, que o Brasil já é um Narcoestado. Cadê a soberania?
Poderia falar sobre o editorial do Estadão O SILÊNCIO DOS UNIVERSITÁRIOS, que aborda como as universidades brasileiras se tornaram o centro de intolerância e censura, já que metade dos alunos evita discutir temas polêmicos por temer perseguição e retaliação. Poderia analisar, correndo o risco de sofrer sanções, sob a fala de ontem do Ministro Gilmar Mendes sobre soberania digital, mas que propõe que o Brasil rompa com o Ocidente e se alie a outros regimes. Soberania? Pensando bem: melhor não. Mas está público, no X, para quem se interessar (acostume-se com os termos Norte Global e Sul Global). Poderia falar sobre a Operação Imeri, que ventilava extrair Maduro e parte de sua cúpula da Venezuela, deixando-os sob a custódia do Brasil. Como foi feito com Nadine Herédia, aliada e investigada por corrupção, hoje acomodada em uma mansão em São Paulo. Será que a FAB agora virou uberplane de bandido? Publicação exclusiva do site @DefesaNet, cujo autor Felipe Gonzales Saraiva da Rocha é Especialista em Subversão, Defesa e Segurança. E sobre a LEI MAGNITSKY? Seriam muitas páginas.
Será que poderia falar sobre o gesto obsceno do imperador em um estádio de futebol? Poderia dizer que é exatamente assim que eles tratam o povo? Acho que seria imprudência.

E sobre a VAZA TOGA, denúncias feitas pelos jornalistas DAVID ÁGAPE, ELI VIEIRA, MICHAEL SHELLEMBERGER revelando as atrocidades cometidas dentro da suprema instituição nacional? Melhor não: penas duríssimas para quem se atreve a mostrar a realidade.
Para aliviar os assuntos, poderia até falar sobre o boicote sofrido pela atriz Sydney Sweeney, por fazer uma propaganda de jeans que exalta a beleza feminina. Mas está proibido pela militância de se admirar o belo. A estética é o corpo gordo, encoberto por tatuagens, cabelo colorido e sovaco cabeludo. O resto é pura opressão, ainda mais se não se usar pronome neutro.

Mas o assunto hoje é cansaço.
Reportagem da Revista Veja de 22 de agosto traz o seguinte: “Polarização e debate político raso: pesquisas mostram sinais de cansaço do brasileiro.” Segundo a reportagem, o brasileiro não está satisfeito com a polarização. SERÁ QUE A POLARIZAÇÃO É A CAUSA?

A polarização é consequência da atual conjuntura: um governo inerte, incompetente, sem projeto de nação, que gasta o dinheiro de um povo endividado em viagens inúteis, festas fúteis, desprezos nada súteis. Um governo divorciado do povo, que o trata como MANÉ. Os brasileiros finalmente acordaram e viram que a república não tem harmonia entre os poderes. É a harmonia entre os poderosos, que se protegem e nunca saem do poder: apenas mudam de cargos e continuam com seus salários obscenos. Sem contar os pixulecos, provenientes de conversas cabulosas.
O brasileiro está cansado da injustiça, da roubalheira, da iniquidade, da mídia vendida que não relata a verdade, da falta de liberdade de falar o que pensa, de empreender sem restrições de toda a ordem. O povo cansou de ser maltratado pelas instituições, de receber um ensino sofrível, de pagar impostos escorchantes, de não ter segurança.
O povo cansou de não ter esperança, de acordar todo o dia com uma catástrofe, de ser constantemente humilhado por um regime que o vê como um escravo e que o pune exemplarmente em qualquer tentativa de escapar de seus carrascos.
A polarização, para o regime em que se vive, é um perigo, pois desperta mentes e acorda os que ainda estão em coma. Para a pacificação do país, é necessária uma terceira via, que deixe tudo exatamente como está e não rompa com a harmonia que já dura décadas.
Na verdade, a polarização é do governo contra o povo, que, indignado, não se permitirá descansar.
27/08/2025