
Infelizmente, a maioria dos brasileiros não sabe mais distinguir fato de opinião.
O fato: sim, a morte brutal do cão é triste, covarde, criminosa. A questão que se coloca aqui, porém, é entender por que as pessoas não reagem e não se compadecem com tragédias humanas.
Na semana em que milhões de documentos são liberados sobre atrocidades que aconteciam na ilha de Epstein não se vê nenhuma indignação. E o que já foi exposto não representa sequer um terço do que acontecia naquela ilha satânica. E que agora acontece em outros lugares.

“Ainn, não posso ver essas coisas” é o que dizem. Mas negar-se a encarar realidade não fará com que ela desapareça, assim como jamais reaparecem milhares de crianças que todos os anos são arrancadas de seus lares para servirem às taras de psicopatas, para terem seus órgãos arrancados e vendidos (hoje mais rentável que tráfico de drogas), para servirem a sevícias, que infligem dor, traumas, sofrimento difíceis de descrever. Esses rituais de canibalismo, de abuso sexual, de chantagens há muito vem sendo denunciados, mas todos que o fazem são desqualificados como conspiracionistas, loucos e logo aparecem acidentados, suicidados ou desaparecem para sempre. Haverá manifestações exigindo pena de morte a esses monstros?

Só no Brasil desparecem 66 crianças por dia. O tráfico e a exploração sexual de crianças na Ilha do Marajó, denunciados há anos, continua. Quando a ministra Damares Alves trouxe a público essa questão, uma ex- apresentadora de tv divulgou e apoiou um abaixo-assinado para cassar a ministra que foi zombada, carimbada como demente, pela mídia, por políticos e outros artistas
Quantas tragédias acontecem e não fazem o povo brasileiro se levantar: o índio Galdino, queimado vivo em Brasília, o menino João Hélio, que teve sua cabeça decepada por marginais, as crianças mortas em ataques a creches, recém-nascidos abandonados em matas, padrastos que abusam e torturam enteados, mães que deixam crianças sozinhas para “curtir a vida”. Lutador de MMA admite ter deixado a filha de 3 anos morrer de fome e trancado filho em gaiola. E o caso champinha, em que Liana Friedenbach e Felipe Caffé foram assassinados após vários estupros e tortura entre 1 e 8 de novembro de 2003. Na época, o “adolescente infrator” foi arduamente defendido pela deputada gaúcha Maria do Rosário. Esses são apenas alguns exemplos.

Quando reagiremos como povo?
E abortar uma criança é crime? Abrir um ser humano em desenvolvimento, sem anestesia, eviscerá-lo e usar seus pedaços em troca de uma Lamborghini é um “direito”. Isso acontece sim. Repórter gravou uma diretora da Planned Parentehood _ entidade filantrópica, financiada pelo Kill Gueites, que realiza mais 300 mil abortos por ano, propondo esse negócio. O próximo Ministro da Suprema Corte, indicado pelo atual mandatário, fez a seguinte afirmação: “O direito ao aborto vai até aos nove meses de gravidez e faz parte INDISSOCIÁVEL do direito ao aborto a morte da criança.” Por que não nos indignamos?
Crianças, idosos, enfermos são mortos todos os dias por ação, omissão, negligência, ganância. Mas ninguém parece se importar. Agora, porém, fingem virtude por um cachorro.


A cultura vulgarizada normaliza a barbárie. A degradação moral, a depravação, apresentadas como liberdade pela mídia bem financiada, dissolvem a moral e os valores e colapsam o espírito. Isso transforma escândalos em entretenimento, corrupção em “malfeitos”. Passa-se a aceitar como normal aquilo que, no passado, era considerado uma aberração.
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E assim seguimos: espraiando hipocrisia, negando que já normalizamos o horror.
Precisamos de pena de morte! Ela já existe. Mas só para as vítimas.
11/02/2026